
O ministro Luiz Fux, membro do Supremo Tribunal Federal (STF) e nomeado em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff, possui uma trajetória profissional extensa tanto no campo jurídico quanto no educacional. Antes de integrar a mais elevada corte do país, ele ocupou diversas posições de destaque, acumulando um acervo de decisões significativas.
Com formação em Direito pela Universidade do Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Fux deu início à sua carreira no setor privado, atuando como advogado para a empresa petrolífera Shell entre 1976 e 1978. Sua incursão no serviço público aconteceu em 1979, após obter a primeira colocação no concurso para promotor de Justiça no Rio de Janeiro.
Sua ascensão na carreira judicial foi notavelmente rápida: em 1983, novamente como o primeiro colocado, assumiu o cargo de juiz no Tribunal de Justiça do Rio. Posteriormente, em 1997, foi promovido a Desembargador e, em 2001, recebeu indicação do então presidente Fernando Henrique Cardoso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Fux também exerceu funções no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2014 a 2018, período durante o qual chegou a liderar a instituição como seu presidente.
Como ministro do STF, Fux relatou casos de grande relevância e se manifestou sobre temas de impacto nacional considerável:
Educação de Gênero nas Escolas: Fux pronunciou-se pela inconstitucionalidade de dispositivos que vetavam o ensino sobre "ideologia de gênero", defendendo a liberdade de expressão e de cátedra dos educadores.
Financiamento de Campanhas Eleitorais: Em seu voto, apoiou a vedação a doações empresariais para as campanhas políticas, argumentando que tal prática prejudicava a equidade na disputa entre os candidatos.
Aborto de Fetos Anencefálicos: Logo após assumir a cadeira em 2012, votou favoravelmente à interrupção de gestações de fetos diagnosticados com anencefalia.
Prisão de Lula e Operação Lava Jato: Manifestou-se contrário à concessão de habeas corpus para o ex-presidente Lula, buscando impedir a execução antecipada de sua pena. Em outra ocasião, defendeu a manutenção da condenação de Lula e a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba para o julgamento do caso.
Lei da Ficha Limpa: Votou pela aplicabilidade da legislação a políticos que já haviam sido condenados antes de 2010, data de sua promulgação.
Novo Marco do Saneamento Básico: Fux opinou pela constitucionalidade das novas regras estabelecidas pelo marco, que abriram caminho para a participação da iniciativa privada no setor.
Adicionalmente à sua atuação jurídica, Luiz Fux leciona Processo Civil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).