Sergio Moro contesta atuação do STF em processos contra Bolsonaro e investigados do 8 de janeiro

Senador afirma que o Supremo alterou entendimento jurídico para manter os processos e critica o que considera penas desproporcionais aplicadas aos manifestantes.

10/09/2025 às 18h18 Atualizada em 10/09/2025 às 18h23
Por: Redação
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Sérgio Moro. Reprodução/Agência Senado. Créditos: Jefferson Rudy
Sérgio Moro. Reprodução/Agência Senado. Créditos: Jefferson Rudy

Durante discurso no Plenário nesta quarta-feira (10), o senador Sergio Moro (União-PR) voltou a criticar a condução dos julgamentos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Para o parlamentar, o Supremo Tribunal Federal (STF) ultrapassou sua competência ao assumir os casos e teria alterado uma jurisprudência histórica apenas para justificar sua atuação.

Moro destacou que Bolsonaro não ocupa mais cargo público e, portanto, não deveria ter foro privilegiado. Ele afirmou que, até o início de 2025, o entendimento consolidado do Supremo era de que processos contra ex-presidentes deveriam seguir para a primeira instância, como ocorreu no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve suas decisões revistas em tribunais superiores.

O senador também questionou a imparcialidade da Corte nos processos ligados à invasão das sedes dos Três Poderes. Segundo ele, por ter sido alvo direto dos atos, o STF não teria a serenidade necessária para julgar os manifestantes, o que explicaria, em sua visão, penas consideradas desproporcionais.

Para exemplificar, Moro citou condenações que ultrapassaram 15 anos de prisão em situações que, segundo ele, envolveram condutas de menor gravidade, como pichar estátuas ou ocupar cadeiras do tribunal.

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