
A ministra Cármen Lúcia proferiu nesta quinta-feira (11) seu voto no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a condenação dos réus pelo crime de organização criminosa. Com sua manifestação, a Primeira Turma do STF consolidou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em um voto marcado por referências literárias, Cármen Lúcia recorreu ao escritor francês Victor Hugo para reforçar seu posicionamento. “O mal feito para o bem continua sendo mal”, citou a ministra, lembrando o livro História de um Crime, no qual o autor se posiciona contra golpes de Estado.
Ela ressaltou ainda o simbolismo do julgamento ocorrer no mesmo ano em que o Brasil celebra os 40 anos da redemocratização e o aniversário da Constituição de 1988. “Toda ação penal, especialmente a ação penal, impõe um julgamento justo”, afirmou.
Com esse voto, Cármen Lúcia se tornou a quarta integrante da Corte a se manifestar no processo. Antes dela, Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino já haviam se posicionado pela condenação de todos os réus, enquanto Luiz Fux divergiu parcialmente, defendendo absolvições em alguns pontos.