
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou nesta sexta-feira, 12, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, ocorrido em 11 de agosto no bairro Vista Alegre, região oeste de Belo Horizonte. O órgão pediu que o acusado vá a júri popular e, em caso de condenação, pague multa de R$ 150 mil à família da vítima.
Segundo a investigação, Renê discutiu com trabalhadores da coleta de lixo ao pedir passagem para seu carro elétrico. Testemunhas relataram que ele sacou uma pistola calibre .380, ameaçou a motorista do caminhão e disparou contra Laudemir, que foi atingido no tórax. O gari chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
Após o crime, o empresário fugiu em um carro cinza. Horas depois, foi preso em uma academia de luxo no bairro Estoril, durante ação conjunta das polícias Civil e Militar.
Renê foi indiciado em 29 de agosto por homicídio duplamente qualificado, ameaça e porte ilegal de arma. Os qualificadores são motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. A arma usada no crime estava registrada em nome de sua esposa, a delegada Ana Paula Lamêgo Balbino, que responderá por prevaricação.
Minutos antes da prisão, Renê enviou mensagens a um coronel da reserva da Polícia Militar pedindo ajuda. Também escreveu à esposa alegando estar “no lugar errado e na hora errada”. A Justiça já converteu a prisão em flagrante em preventiva, e o caso agora será analisado pelo Tribunal do Júri.