Governo Trump ameaça o Brasil após condenação de Bolsonaro e Lula responde: “Não intimidarão a nossa democracia”

Sob ameaças envolvendo até mesmo o poderio militar americano, governo brasileiro mantém discurso de soberania; entenda

12/09/2025 às 13h55 Atualizada em 12/09/2025 às 13h55
Por: Mateus Pereira
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Imagens: Reprodução | Fotos Públicas
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A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (11) gerou forte repercussão no cenário político, com críticas vindas dos Estados Unidos e declarações polêmicas de aliados no Brasil. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição política, enquanto Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente, falou em possíveis intervenções militares estrangeiras.

Rubio classificou a decisão como “uma perseguição política contínua” e prometeu que os EUA reagirão de forma apropriada. Já Eduardo Bolsonaro, em entrevista, foi além ao comentar a possibilidade de apoio militar norte-americano ao Brasil, caso a democracia brasileira siga um caminho semelhante ao da Venezuela:

Se o regime brasileiro for consolidado e tiver uma evolução igual à da Venezuela, com eleições que não são nada transparentes, sem a ampla participação da oposição, regado a censura e prisões políticas, no Brasil pode perfeitamente no futuro ser necessária a vinda de caças F-35 e de navios de guerra

O parlamentar considerou positiva a fala da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sobre uma eventual intervenção para “defender a liberdade de expressão”. “Eu acho que se as autoridades brasileiras tiverem juízo, elas vão prestar muita atenção nesse discurso”, acrescentou Eduardo Bolsonaro.

Diante da escalada da tensão, especialistas em relações internacionais alertam para o risco de sanções diplomáticas e econômicas entre Brasil e EUA, que poderiam impactar diretamente instituições financeiras e o comércio bilateral.

Governo Lula não recua e mantém discurso de soberania

O governo brasileiro reagiu oficialmente às declarações. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores ressaltou a autonomia do Judiciário.

O Poder Judiciário brasileiro julgou, com a independência que lhe assegura a Constituição de 1988, os primeiros acusados pela frustrada tentativa de golpe de Estado, que tiveram amplo direito de defesa. As instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo.

O comunicado também reforçou a defesa da soberania nacional: “Continuaremos a defender a soberania do País de agressões e tentativas de interferência, venham de onde vierem”.

A chancelaria classificou as falas de Marco Rubio como um ataque sem base nos fatos do processo, reiterando que “ameaças como a feita hoje (…) não intimidarão a nossa democracia”.

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