
O líder dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), indicou nesse último domingo (14) que não descarta a perspectiva de empreender ações contra a Venezuela. Ao ser indagado por repórteres sobre uma hipotética intervenção militar, o republicano optou por manter uma postura ambígua.
"Veremos o que ocorre. A Venezuela está remetendo para cá indivíduos de gangues, traficantes e substâncias ilícitas. Isso é inaceitável", proferiu Trump.
Em outro momento da entrevista coletiva, ele foi questionado se considerava "remover" o líder venezuelano, Nicolás Maduro (do Partido Socialista Unido da Venezuela), do poder. Trump esquivou-se de uma resposta precisa, mas reiterou suas críticas ao governo de Caracas.
"Não é uma questão de 'opção' ou 'fora de opção'. Acompanharemos os desdobramentos. Eles realizaram uma eleição falha, praticamente tão viciada quanto a nossa em 2020 (na qual Trump foi superado por Joe Biden). Você tem ciência disso? Sabe do que me refiro? Eu não diria que a deles foi significativamente mais fraudulenta, mas, com certeza, foi viciada", ressaltou.
Essas declarações intensificam a crise diplomática entre Washington e Caracas. Maduro já era alvo de sanções americanas desde administrações passadas, mas Trump elevou o tom recentemente, ao vincular a Venezuela ao envio de criminosos e drogas para o território dos EUA.