
O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) abriu investigação sobre um contrato da Secretaria de Educação do Estado (Seduc-PI) com a empresa Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda., associada ao nome do humorista e influenciador Whindersson Nunes. O acordo, firmado em agosto de 2024 sem licitação, começou em R$ 4,9 milhões e foi aditivado até chegar a R$ 11 milhões, com vigência até agosto de 2026.
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A apuração foi instaurada após denúncia que apontou suposto favorecimento, já que estudo técnico da própria Seduc-PI reconheceu a existência de outras empresas capacitadas para prestar o mesmo serviço. O conselheiro Kleber Dantas Eulálio acolheu manifestação do Ministério Público de Contas e determinou investigação aprofundada, que pode levar até à anulação do contrato.
Apesar das suspeitas, a parceria já gerou ações concretas, como curso de robótica oferecido a professores da rede estadual em dezembro de 2024, ocasião em que Whindersson participou da entrega de certificados. O governo Rafael Fonteles (PT) defende que a iniciativa busca inserir inovação pedagógica em cerca de 100 escolas.
Segundo o Portal LeoDias, a defesa de Whindersson Nunes, representada pelo advogado Caio Sanas, afirmou que o artista atua apenas como embaixador do Método Tron, desenvolvido pela TRON S.A., e que não tem participação nem ingerência administrativa na empresa citada. A defesa destacou ainda que o contrato foi firmado por uma distribuidora licenciada, sem ligação direta com Whindersson, e reforçou o compromisso com legalidade e transparência.
Recentemente, Whindersson chamou atenção ao entrar embate com o deputado Nikolas Ferreira no X (antigo Twitter).
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