
Uma recente pesquisa divulgada nesta quarta-feira (17) pela Genial/Quaest, revela uma redução no apoio popular à destituição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o estudo, 52% dos brasileiros se opõem à medida, enquanto 36% manifestam-se a favor do afastamento do magistrado.
Esses dados demonstram uma diminuição considerável no respaldo público em comparação com a sondagem anterior. Em agosto, a proporção de favoráveis ao impeachment era de 46%, e a de contrários, de 43%. Isso significa que o apelo pela saída de Moraes declinou dez pontos percentuais durante o período analisado.
O levantamento consultou 2.004 indivíduos com 16 anos ou mais, entre os dias 12 e 14 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
A diminuição da adesão à ideia de impeachment acontece em paralelo ao andamento do processo judicial relacionado à suposta conspiração, cujo relato é de responsabilidade de Moraes. No dia 11 de setembro, a Primeira Turma do STF sentenciou o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), a mais de 27 anos de prisão, acusado de tentativa de golpe de Estado e outros quatro delitos.
O processo de destituição de Moraes é considerado uma questão central para os partidários de Bolsonaro. O pedido mais recente foi apresentado em 12 de agosto, com a assinatura de 37 congressistas, dos quais 24 são filiados ao PL.
Apesar das pressões, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já esclareceu que não tem intenção de colocar em votação pedidos de impeachment contra membros do STF. Em resposta a essa recusa, aliados de Bolsonaro chegaram a registrar uma representação por quebra de decoro parlamentar contra Alcolumbre.
Com os olhos voltados para as eleições de 2026, uma das metas dos bolsonaristas é alcançar a maioria no Senado. Assim, eles acreditam ser possível viabilizar o avanço das solicitações de impeachment na Casa.