
A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta quinta-feira (18), uma mulher suspeita de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. A prisão foi decretada pela Justiça após pedido da investigação. Segundo os investigadores, ela teria levado a São Paulo um fuzil usado na execução.
A suspeita prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na noite de quarta-feira (17). Sua identidade não foi revelada, e a defesa não foi localizada. Fontes foi morto em uma emboscada no dia 4 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista, quando saía da prefeitura da cidade, onde atuava como secretário de Administração. Ele foi perseguido, alvejado e teve o carro prensado por um ônibus.
Uma força-tarefa apura se o crime tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Fontes, que havia comandado a Polícia Civil do Estado, era considerado um dos principais alvos da facção. Outra linha de investigação aponta para uma possível retaliação relacionada ao trabalho dele na prefeitura.
Na quarta-feira, parentes de dois suspeitos de participação na emboscada foram ouvidos e liberados. A Secretaria da Segurança Pública informou que os agentes continuam em campo para localizar os executores e que objetos apreendidos em oito mandados de busca e apreensão estão em análise pericial.