
O líder estudantil pró-Palestina Mahmoud Khalil, ex-pós-graduando da Universidade Columbia que ficou detido por mais de três meses, foi alvo de uma ordem de deportação nos Estados Unidos. A decisão da juíza Jamee Comans determina que ele seja enviado para a Argélia ou, em alternativa, para a Síria, apontando irregularidades em seu pedido de residência.
Ordena-se que o demandado (Khalil) seja removido dos Estados Unidos para a Argélia ou, alternativamente, para a Síria. Não foi um descuido de um solicitante desinformado e sem instrução... Este tribunal conclui que o demandado deturpou intencionalmente fatos materiais.
Nascido na Síria e filho de palestinos, Khalil tem visto de residência permanente, é casado com uma americana e se tornou pai em abril, quando ainda estava preso. Ele foi detido em março, durante os protestos pró-Palestina em Columbia, em meio à campanha do governo Donald Trump contra manifestações que o republicano classificou como antissemitismo. Libertado em junho, ainda assim passou a enfrentar processo de deportação por supostos erros no "green card".
Em comunicado emitido pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), Khalil acusou o governo de perseguição: "Essa última tentativa, por meio de um tribunal de imigração-farsa, expõe mais uma vez suas verdadeiras intenções".
Seus advogados tentam barrar a medida com apoio do juiz federal Michael Farbiarz, que em junho já havia impedido a deportação baseada na alegação de que os protestos comprometeriam a política externa dos EUA. Agora, Khalil tem 30 dias para recorrer da decisão.
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