
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, decidiu não viajar a Nova York para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas, marcada para este fim de semana, após receber um visto com restrições impostas pelo governo de Donald Trump.
Segundo Padilha, as condições impostas pelo visto tornaram inviável sua participação em compromissos importantes. Ele explicou que as restrições não se referem a ele como pessoa, mas sim ao cargo de ministro da Saúde do Brasil.
“Essas limitações impedem duas participações muito efetivas. Primeiro, na Assembleia-Geral da Opas, em Washington, onde o Brasil planejava anunciar mais um apoio financeiro ao fundo rotatório da organização para compra de vacinas e medicamentos contra o câncer, que beneficiariam o país e toda a América. Também inviabilizam encontros fora da estrutura da ONU, onde presido a parceria dos Brics na área da saúde”, disse, em entrevista à GloboNews.
Restrições: O visto concedido a Padilha trouxe restrições que limitaram severamente sua atuação. Ele só poderia circular em um perímetro de cinco quarteirões em Nova York, abrangendo seu hotel, a sede da ONU e a missão do Brasil. Qualquer deslocamento além dessa área exigiria autorização prévia do governo dos EUA, solicitada com pelo menos 48 horas de antecedência
Ministro Padilha havia sido convidado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pretendia depois estender a viagem até Washington, para uma reunião na Organização Pan-Americana da Saúde.