
Uma quadrilha usou disfarces para fraudar benefícios sociais administrados pela Caixa Econômica Federal. A Polícia Federal (PF) afirma que o grupo operou por ao menos cinco anos, desviando recursos de programas como Bolsa Família, FGTS e abono salarial.
Segundo as investigações, o esquema dependia da cooptação de funcionários da Caixa e de casas lotéricas. Um dos servidores recebeu mais de R$ 300 mil em propina. O grupo era liderado por Felipe Quaresma Couto, preso no dia 18 em um bar no Rio de Janeiro. Cristiano Bloise de Carvalho também foi detido. Quatro integrantes seguem foragidos.
Os criminosos criavam cadastros falsos em contas digitais, apagando os dados originais dos beneficiários. Usavam inteligência artificial para gerar fotos de validação facial e até disfarces, como perucas e pintura no rosto, para simular novos clientes. Pessoas em situação de vulnerabilidade social eram exploradas para fornecer imagens.
De acordo com a PF, a fraude incluía a alteração de e-mails, números de celular e até biometria, mas mantinha CPF, nome e data de nascimento da vítima. O golpe atingia famílias de baixa renda, que ficavam meses sem receber os benefícios.
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A Caixa informou que participou das investigações, afastou os funcionários suspeitos e reforçou o sistema de segurança. O banco anunciou a criação de uma diretoria de cibersegurança.
Felipe e Cristiano foram levados para o Complexo de Bangu. Eles responderão por estelionato qualificado, corrupção, inserção de dados falsos e organização criminosa.