
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou neste sábado (20) a rescisão do contrato com a Sustenidos, organização social responsável pela gestão do Complexo Theatro Municipal desde 2021. A entidade terá 15 dias para recorrer da decisão.
Segundo o prefeito, a medida foi motivada por três fatores: notificações recorrentes do Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre irregularidades, um pedido de 28 vereadores para encerramento do convênio e a recusa da Sustenidos em desligar um funcionário que publicou nas redes sociais críticas ao ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiros em 10 de setembro nos Estados Unidos.
Após o assassinato, o então colaborador Pedro Guida escreveu que não se devia “chorar por trumpista”, comparando Kirk a nazistas. “Já havia problemas com o TCM, mas a postagem incentivando violência foi a gota d’água. Quem pactua com isso não serve para prestar serviço à Prefeitura”, disse Nunes.
O contrato, firmado em 2021, tinha valor inicial de R$ 565,3 milhões para cinco anos e já era alvo de questionamentos. O TCM apontou falhas na licitação, ausência de comprovação de experiência mínima de integrantes da entidade e descumprimento de metas.
A Prefeitura afirmou que fará um contrato emergencial para garantir a continuidade das atividades do Theatro Municipal até a realização de um novo chamamento público. A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e a Fundação Theatro Municipal informaram que a rescisão está sendo conduzida conforme a legislação.