Hytalo Santos e marido terão nova audiência na Justiça da Paraíba nesta terça-feira

Influenciador e Israel Nata Vicente estão presos há um mês por suspeita de tráfico de pessoas e exploração sexual.

22/09/2025 às 12h02
Por: Natália Raquel
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Hytalo Santos e o marido, Israel Nata. Foto: Reprodução/X
Hytalo Santos e o marido, Israel Nata. Foto: Reprodução/X

O influenciador digital Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente, mais conhecido como Euro, têm audiência marcada para terça-feira (23) no Tribunal de Justiça da Paraíba. O casal está preso desde 15 de agosto, acusado de tráfico de pessoas e exploração sexual.

Segundo as investigações, eles também teriam planejado fugir após o início do processo. Ambos seguem detidos na Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa, em área reservada para pessoas LGBTQUIAPN+. Antes, ficaram 11 dias no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo.

O Ministério Público da Paraíba denunciou o casal e pediu uma indenização coletiva de R$ 10 milhões, alegando danos morais às vítimas. A defesa nega as acusações. Além disso, os perfis de Hytalo nas redes sociais foram suspensos por determinação judicial.

Linha de investigação

De acordo com depoimentos colhidos pela polícia, o casal teria cooptado jovens em situação de vulnerabilidade social com promessas de trabalho e exposição em redes sociais, mas submetia alguns deles a exploração sexual.

A investigação apura ainda movimentações financeiras suspeitas e possível envolvimento de terceiros na rede de aliciamento. Hytalo, conhecido por exibir uma vida de luxo na internet, chegou a publicar conteúdos em viagens internacionais e eventos de grande porte, o que, segundo os investigadores, teria relação com os valores obtidos pelo esquema.

Repercussão e desdobramentos

O caso provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio digital. Após a prisão, ex-colaboradores relataram experiências negativas ao lado de Hytalo, citando episódios de manipulação, pressão psicológica e uso excessivo de medicamentos.

A defesa pediu a revogação da prisão preventiva, alegando ausência de provas concretas, mas a solicitação foi negada. A audiência de terça-feira deve ouvir testemunhas e analisar provas já apresentadas no inquérito.

Se condenados, Hytalo e Israel podem responder por crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual e associação criminosa.

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