Líderes da Direita se manifestam sobre atos neste domingo e Malafaia declara: “Obra de uma esquerda 'cretina'”

O pastor Silas Malafaia classificou as convocações para os protestos como tentativa de “enganar o povo”

22/09/2025 às 13h13
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Silas Malafaia - Reprodução: Bacci Notícias
Silas Malafaia - Reprodução: Bacci Notícias

Personalidades da política e líderes religiosos do espectro da direita brasileira usaram as plataformas digitais para comentar os eventos que ocorreram em várias cidades do país nesse último domingo (21). Os protestos foram realizados em oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da blindagem. As declarações foram uma mistura de críticas aos organizadores e de reforço a pautas conservadoras.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos primeiros a se pronunciar. Em uma postagem na rede X, ele compartilhou um vídeo das manifestações em São Paulo e ironizou o número de participantes com a frase: “Nem com Rouanet vingou”, uma clara alfinetada aos incentivos culturais.

O pastor Silas Malafaia descreveu a iniciativa dos protestos como obra de uma esquerda “cretina” que tenta “enganar o povo” ao utilizar artistas para atrair apoiadores. Por sua vez, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) repostou um vídeo dos manifestantes em Brasília, complementando com a observação de que a esquerda está “sempre passando vergonha”.

O líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), mirou suas críticas no cantor Caetano Veloso. Compartilhando uma charge do artista, Cavalcante atacou: “Uma imagem vale mais do que mil palavras! Esse é o comunista hipócrita, que gosta de ganhar milhões…”.

A PEC da Blindagem e as reivindicações

A principal demanda dos manifestantes é a rejeição à PEC da Blindagem. O projeto, já aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado, é criticado por, supostamente, dificultar a abertura de investigações criminais contra parlamentares, o que é visto como um obstáculo à responsabilização de políticos. Os participantes também pediram que seja mantida a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os protestos demonstraram uma ampla mobilização pelo país, com manifestações realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, João Pessoa, Maceió, Natal, Teresina, Belém, Manaus e Cuiabá.

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