“As coisas vão melhorar muito ano que vem”: Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que juros cairão em breve

Ministro da Fazenda afirma que, apesar da manutenção recente dos juros em 15%, cenário de inflação e câmbio deve permitir redução consistente no próximo ano

22/09/2025 às 14h08
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Ministro da Economia, Fernando Haddad - Reprodução: O Globo
Ministro da Economia, Fernando Haddad - Reprodução: O Globo

O ministro da Economia, Fernando Haddad (PT), reiterou nesta segunda-feira (22), em um evento em São Paulo, sua convicção de que o Banco Central (BC) em breve iniciará o ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a Selic em 15% ao ano. Essa taxa é a principal ferramenta da instituição para controlar a inflação. Juros elevados servem para diminuir a demanda e tornar o crédito mais caro, aliviando a pressão sobre os preços. Por outro lado, a diminuição da Selic tende a facilitar o crédito, incentivar a produção e o consumo, e impulsionar a atividade econômica, embora possa pressionar a inflação.

"O juro no Brasil não se explica só pela questão fiscal. Existem muitas outras coisas que explicam o juro no Brasil. O fiscal é importante? É muito importante. Mas não é a única explicação para esse patamar de juros", declarou Haddad durante um seminário organizado por um banco na capital paulista.

O ministro prevê que a Selic começará a cair de maneira consistente. "Eu acho que o juro vai começar a cair e, na minha opinião, vai cair de forma consistente e sustentável. Eu não sei em qual momento. Mas em algum momento, com os dados de inflação que nós estamos colhendo, com o dólar no patamar em que está, as coisas vão melhorar muito no ano que vem. Acho que será uma trajetória sustentável."

Informações recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fortalecem essa expectativa. Em agosto, o indicador teve uma queda de 0,11%, marcando a primeira deflação do ano após sete meses consecutivos de aumento. A deflação significa uma inflação negativa, ou seja, uma redução média nos custos de bens e serviços.

O quadro de desaceleração da inflação, junto à estabilidade do câmbio, sustenta a previsão de Haddad sobre futuras reduções na Selic, buscando impulsionar a economia sem comprometer o controle de preços.

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