
Nesta segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares, em retaliação a decisões do Judiciário e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida se baseia na Lei Magnitsky, que permite o bloqueio de bens e transações nos EUA e a revogação de vistos.
Entre os atingidos estão: José Levi, ex-AGU e ex-secretário-geral de Moraes no TSE; Benedito Gonçalves, ex-ministro do TSE; Airton Vieira, juiz auxiliar de Moraes no STF; Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral; Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, juiz auxiliar de Moraes e Viviane Barci de Moraes (esposa de Moraes).
A Lei Magnitsky, usada como base legal para as sanções, tem como objetivo punir violações de direitos humanos e corrupção, podendo bloquear bens e impedindo transações financeiras nos Estados Unidos.
Em julho, Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, revogou os vistos de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão coincidiu com a determinação de Alexandre de Moraes para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump, passasse a usar tornozeleira eletrônica. Entre os ministros afetados estão Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.