
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na última segunda-feira (22) que a FDA (Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos) vai orientar médicos a alertar gestantes sobre os possíveis riscos do uso do Tylenol. Segundo ele, o medicamento “pode estar associado a um risco muito maior de autismo”.
“Tomar Tylenol não é bom. Eu digo: não é bom”, afirmou o republicano, acrescentando que a recomendação oficial será de que grávidas evitem o produto “a menos que seja clinicamente necessário”.
Trump enfatizou que a orientação é limitar o uso do analgésico apenas a situações específicas, como casos de febre. O anúncio ocorreu no Salão Oval, ao lado do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., do chefe da FDA, Dr. Marty Makary, do diretor dos Institutos Nacionais de Saúde, Dr. Jay Bhattacharya, e do administrador dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid, Dr. Mehmet Oz.
Durante o pronunciamento, o presidente agradeceu a Kennedy por levantar a pauta: “o homem que trouxe essa questão para a vanguarda da política americana, junto comigo”. Ele também afirmou: “Nós entendemos muito mais do que muitas pessoas que estudaram o assunto”.
Trump diz que Tylenol em grávidas aumenta autismo.
— Leopoldina 🇧🇷 (@PunkyBolsonaro) September 23, 2025
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Tarik Jasarevic, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), se manifestou nesta terça-feira (23) sobre a declaração feita por Donald Trump em relação ao autismo.
De acordo com o representante da OMS, “as evidências permanecem inconsistentes”. Durante uma coletiva de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, Tarik desconheceu uma possível ligação entre o uso de paracetamol na gravidez e o autismo.
O porta-voz citou estudos não especificados que apontavam para uma possível ligação, mas disse que isso não foi confirmado por pesquisas posteriores. “Essa falta de replicabilidade realmente exige cautela ao tirar conclusões precipitadas”, declarou.
Em um comunicado, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) também afirmou que não há novas evidências que exijam mudanças nas recomendações atuais para o uso de paracetamol – conhecido como Tylenol nos Estados Unidos, durante a gravidez.
“As evidências disponíveis não encontraram nenhuma ligação entre o uso de paracetamol durante a gravidez e o autismo”, esclareceu a EMA em nota, acrescentando que o medicamento pode ser usado durante a gravidez quando necessário, embora em menor dose e frequência.