Governo Trump cancela vistos de aliados de Moraes e Comandante do Exército entra na mira; veja a lista dos barrados

Sete autoridades ligadas a Alexandre de Moraes perderam o visto; general Tomás também se torna alvo

23/09/2025 às 13h12
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Imagem: Fotos Públicas
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O governo de Donald Trump revogou na segunda-feira (22) os vistos de sete autoridades brasileiras. Entre os atingidos estão Jorge Messias, advogado-geral da União, e José Levi, ex-secretário-geral do TSE na gestão de Alexandre de Moraes. Também foram incluídos Benedito Gonçalves, ex-ministro do tribunal; Airton Vieira, juiz auxiliar de Moraes no STF; Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral; Rafael Henrique Tamai Rocha, juiz auxiliar; e Cristina Yukiko Kushara, chefe de gabinete do ministro.

Além deles, parentes imediatos, como cônjuges e filhos, também tiveram os vistos suspensos. Segundo Washington, todos atuaram para restringir a liberdade de expressão ao bloquear perfis em redes sociais.

Segundo o jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, a Casa Branca ainda avalia que decisões dessas autoridades desequilibraram a eleição de 2022, prejudicando Jair Bolsonaro. Aliado de Trump, o ex-presidente brasileiro cumpre pena de 27 anos após condenação no STF por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado.

Comandante do Exército também entra na mira

Ainda segundo Capelli, o Departamento de Estado dos EUA estuda estender as sanções a Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército Brasileiro. Para Trump, o general teria sido indicado ao posto por Moraes e garantiria respaldo militar às decisões do ministro.

Relatórios apontam um histórico de encontros entre Tomás e Moraes. A avaliação na Casa Branca é de que ordens do magistrado, inclusive envolvendo militares, foram alinhadas previamente com o comandante.

A inclusão de Tomás em um novo pacote de punições ampliaria a tensão diplomática entre os governos Lula e Trump, com impacto direto em cooperações militares. Generais próximos ao comandante consideram a medida um “tiro no pé”, enquanto auxiliares do governo americano dizem que, mesmo sem esperar mudanças de postura no Brasil, novas sanções serão aplicadas.

O nome de Tomás também aparece em diálogos atribuídos ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, com o advogado Eduardo Kuntz. No contato, Cid relata que o comandante teria confidenciado a seu pai, general Lourena Cid, que Moraes se queixava do ex-presidente.

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