
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem demonstrado desânimo em conversas com aliados sobre seu possível projeto presidencial em 2026, em que enfrentaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o Metrópoles, Tarcísio está insatisfeito com a desorganização da direita e a pressão exercida por líderes do Centrão, o que o teria exposto a críticas públicas, ataques do PT em peças publicitárias e questionamentos internos.
Um aliado próximo afirmou que Tarcísio percebeu estar em uma “furada” ao se articular politicamente junto a figuras como Valdemar Costa Neto (PL), Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil), o que aumentou a exposição e desgaste político do governador.
"Se antes ele (Tarcísio) demonstrava alguma dúvida em ser candidato [a presidente], hoje não parece restar mais nenhuma. Ele percebeu que o cenário [presidencial] é muito desfavorável pra ele no momento e que o Lula se fortaleceu no último mês”; revelou o aliado em sigilo ao Metrópoles.
A exposição gerou resultados concretos. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 18 de setembro mostrou que a rejeição nacional ao governador atingiu 40%, mantendo a tendência de alta nos últimos meses.
Diante do cenário, Tarcísio optou por “submergir” e focar em pautas de São Paulo, realizando agendas no interior e reuniões internas no Palácio dos Bandeirantes. Além disso, precisou lidar com a repercussão do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, caso que pode envolver o crime organizado.
Na última quarta-feira (17), o governador negou publicamente a intenção de disputar a Presidência e reafirmou que pretende concorrer à reeleição em São Paulo.