
Virginia Fonseca foi coroada rainha de bateria da Grande Rio no último sábado, 20, em cerimônia realizada na quadra da escola, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A influenciadora recebeu a faixa de Paolla Oliveira, que deixou o posto após 14 anos.
O evento, marcado por shows e homenagens, ganhou um tom polêmico após a instalação de um quiosque da marca de cosméticos WePink, de propriedade da influenciadora. Produtos foram vendidos durante a coroação, o que gerou críticas de parte da comunidade do samba e de internautas.
O que me irrita na Virgínia na grande rio é que ela quer que saibamos q ela PAGOU pra estar ali!
— Angela ðŸ¥ðŸ’šâ¤ï¸ðŸ¤ âš½ï¸ ðŸ’¢ (@AngelaLosque) September 21, 2025
Aquele banner vergonhoso no palco, divulgando a wepink, aquele stand, os stories divulgando marca. Ela tá tirando onda com a cara de Caxias! Ódio da direção por aceitar pic.twitter.com/8w04f6Aftj
“Escola de samba não é empresa. É lugar de memória, ancestralidade e cultura. Isso deveria ser passível de punição por fugir totalmente do que uma escola de samba se propõe a ser”, escreveu um usuário nas redes sociais.
Outro questionou a iniciativa: “Agora tu vê: a mulher é milionária e monta uma lojinha dentro da quadra. E as passistas, será que podem arrecadar dinheiro para ajudar nos custos? Duvido”.Um terceiro avaliou que a falha foi da própria agremiação. “Ela é empresária. Está ali para lucrar com o destaque de rainha de bateria. Errada está a escola”, comentou.
Apesar das críticas, houve quem elogiasse a ação. “Ela aproveitou a visibilidade. Certíssima. O Carnaval sempre foi dinheiro”, defendeu uma seguidora. Durante a coroação, o promoter David Brazil publicou um vídeo em que uma cliente aparece comprando produtos no estande. “Lá vai uma cliente feliz. A lojinha está bombando”, disse ele.