Saiba quem é o deputado que sugere dividir o Brasil em Norte e Sul

Paulo Bilynskyj (PL-SP), delegado licenciado da Polícia Civil, propôs criar o “Brasil do Norte” e o “Brasil do Sul” durante entrevista em podcast

24/09/2025 às 10h32 Atualizada em 24/09/2025 às 12h24
Por: Natália Raquel
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 Deputado federal Paulo Bilynskyj. Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados
Deputado federal Paulo Bilynskyj. Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), de 38 anos, defendeu em um podcast a separação do país em duas regiões, que chamou de “Brasil do Norte” e “Brasil do Sul”. Delegado licenciado da Polícia Civil de São Paulo, o parlamentar é ligado à chamada bancada da bala e acumula histórico de processos disciplinares na corporação.

A declaração foi feita no programa Redcast, na quinta-feira, 18. Durante a conversa sobre representatividade no Senado, Bilynskyj afirmou: “Vamos dividir o Brasil? A gente recorta Norte e Nordeste, passa a ser Brasil do Norte. E todos os estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul passam a ser Brasil do Sul”.

O apresentador classificou a proposta como separatismo, mas o deputado rebateu. “Sabia que, historicamente, quanto maior a extensão territorial, maior a tendência à ditadura? Quanto menor o país, mais democrático ele é”, disse.

 

Além de controvérsias políticas, Bilynskyj responde a uma série de procedimentos na Polícia Civil. Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que ele foi alvo de mais de 12 expedientes disciplinares desde o estágio probatório, em 2012. O último caso envolveu a colisão de uma viatura em um carro particular.

O parlamentar também já foi acusado de apologia ao estupro e racismo por uma postagem em rede social ligada a uma escola preparatória para concursos. Na publicação, homens negros conduziam uma mulher para um quarto, em contexto que insinuava violência sexual. O Ministério Público abriu investigação, que resultou em acordo de não persecução penal.

Eleito deputado em 2022 pelo PL, Bilynskyj tem perfil associado a pautas de segurança pública e ao bolsonarismo. Até o momento, não se manifestou sobre a repercussão da proposta separatista.

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