
O major da Polícia Militar do Paraná (PMPR) Alexandro Marcolino Gomes foi preso preventivamente na manhã de terça-feira, 23, em Maringá. Ele é acusado de usar o cargo de comandante da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em Loanda, para cobrar propinas e intimidar subordinados.
A prisão foi determinada pela Justiça Militar após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que acusa o oficial de corrupção passiva. Segundo o Ministério Público, Gomes exigia pagamentos ilegais para autorizar transferências de policiais e manipular decisões em inquéritos militares.
O major já havia sido preso em maio deste ano, durante a Operação Zero Um, por suspeita de “vender” procedimentos internos da corporação. Na ocasião, chegou a obter prisão domiciliar. Desta vez, a detenção ocorreu no âmbito da Operação Transparência, também conduzida pelo Gaeco.
Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis do oficial, somando R$ 344,3 mil. O caso marca mais um episódio de corrupção dentro da PM do Paraná investigado por órgãos de combate ao crime organizado.