
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não ficou em silêncio após a condenação do marido, Jair Bolsonaro, a 27 anos e 3 meses de prisão. Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, nesta quarta-feira (24), ela prometeu “se erguer como uma leoa” em defesa dos valores conservadores.
Eu me erguerei como uma leoa para defender nossos valores conservadores, a verdade e a justiça. Se, para cumprir a vontade de Deus, for necessário assumir uma candidatura política, estarei pronta para fazer o que Ele me pedir.
Michelle afirmou que, no momento, seu foco é proteger a família, mas não descartou disputar a eleição presidencial de 2026. Ela disse estar dedicada ao marido e às filhas, para que a “perseguição e humilhação impostas aos conservadores” não destrua sua casa nem a de outros apoiadores.
No dia 11 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro e outros sete aliados do chamado “núcleo crucial” da trama golpista. O placar terminou em 4 a 1, com votos pela condenação de Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux foi o único a votar pela absolvição.
Presidente do PL Mulher, Michelle não poupou críticas ao julgamento, classificando-o como uma “farsa judicial”:
As acusações forjadas contra meu marido foram uma tentativa de ocultar violações graves que ocorriam no Brasil, embora tenham acabado por expô-las.
Ela também atacou Alexandre de Moraes, acusando o ministro de violar o devido processo legal por atuar, ao mesmo tempo, como “juiz, vítima, promotor e investigador”. Para a ex-primeira-dama, a postura do STF “ameaça liberdades” e reforça a perseguição política contra sua família.
A persistência do Supremo Tribunal Federal em manter essas irregularidades demonstra um sistema judicial que restringe indevidamente direitos e ameaça liberdades.
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