Nova operação do MP investiga ligação do PCC com esquema de venda de combustível adulterado

Segundo os investigadores, crime organizado usa postos de combustíveis e exploração de jogos de azar para lavar dinheiro. 25 mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta quinta

25/09/2025 às 12h12
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Ministério Público de SP e Polícia Militar realizam nesta Operação Spare - Reprodução: Polícia Militar de São Paulo
Ministério Público de SP e Polícia Militar realizam nesta Operação Spare - Reprodução: Polícia Militar de São Paulo

Nesta quinta-feira (25), uma nova investida foi lançada contra uma rede criminosa especializada em jogos de azar e na distribuição de combustíveis adulterados. A ação, nomeada Operação Spare, é uma colaboração entre o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Militar. O esquema investigado utilizava uma empresa de pagamentos para lavar dinheiro e tinha conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação também envolve a Receita Federal, a Secretaria da Fazenda e a Procuradoria-Geral do Estado, e visa cumprir 25 mandados de busca e apreensão.

Conforme as informações divulgadas pelo MP, a empresa de tecnologia financeira (fintech) utilizada pela organização para movimentar bilhões de reais é a mesma que estava no foco da Operação Carbono Oculto, realizada em 28 de agosto.

"Quando foi desmontado um intrincado esquema colocado em prática por organizações criminosas investigadas de participação fraudulenta no setor de combustível, com infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), lesando não apenas os consumidores que abastecem seus veículos, mas toda uma cadeia econômica", afirmou o órgão estadual.

As apurações se iniciaram com a apreensão de máquinas de cartão em locais de jogos ilegais em Santos, que estavam vinculadas a postos de gasolina. Análises financeiras revelaram que os valores obtidos eram transferidos para uma fintech, usada para ocultar a origem e o destino ilícitos do dinheiro.

Operação Carbono Oculto

Em 28 de agosto, o MP e a polícia já haviam conduzido a maior operação já realizada contra a penetração do crime organizado na economia formal do país. A ofensiva mirou companhias, corretoras e fundos de investimento localizados na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do Brasil.

Segundo as autoridades, a principal instituição de pagamentos sob investigação, a BK Bank, registrou uma movimentação suspeita de R$ 17,7 bilhões. Na época, a BK Bank emitiu uma nota informando que foi "surpreendida" pela operação e que "conduz todas as suas atividades com total transparência, observando rigorosos padrões de compliance".

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