Metanol em bebida causa cegueira em estudante

Casos de intoxicação já deixaram duas mortes confirmadas no estado; polícia investiga a origem das bebidas adulteradas

29/09/2025 às 10h59 Atualizada em 29/09/2025 às 11h25
Por: Natália Raquel
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Foto ilustrativa/Reprodução Freepik
Foto ilustrativa/Reprodução Freepik

O estudante Diogo Marques contou ter perdido temporariamente a visão após consumir gin com energético em São Paulo. Ele acordou horas depois sem enxergar e foi diagnosticado com intoxicação por metanol. Diogo ficou internado três dias e se recuperou.

Um amigo dele, Rafael, permanece em coma desde 1º de setembro. Internado há 28 dias, o jovem está em estado considerado irreversível, segundo os médicos. “Ele respira por aparelhos e não tem fluxo sanguíneo cerebral”, disse a mãe, Helena Martins.

 

As bebidas foram compradas em uma adega, já alvo de investigação. Garrafas de gin foram apreendidas e enviadas para análise. A polícia busca identificar a origem da contaminação.

De acordo com a Vigilância Sanitária do Estado e o Centro de Investigação Toxicológica da Unicamp, há ao menos 16 casos sob apuração, seis confirmados e duas mortes. A morte de um terceiro homem é investigada.

O metanol é usado na indústria como solvente. No organismo, gera substâncias tóxicas que podem causar cegueira, convulsões, falência de órgãos e morte. Especialistas reforçam que sintomas como alterações visuais, dor de cabeça intensa, náuseas ou convulsões após consumo de álcool exigem busca imediata por atendimento médico.

O Ministério da Justiça e o governo de São Paulo emitiram alertas sobre o risco do consumo de bebidas adulteradas. A recomendação é que bares, adegas e consumidores redobrem a atenção e adquiram apenas produtos de origem legalizada, com rótulo, lacre e selo fiscal.

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