Deputado baiano suspeito de liderar grupo miliciano é alvo de operação da Polícia Federal

Binho Galinha (PRD-BA) tem um mandado de prisão preventiva em aberto e não foi localizado pela polícia

01/10/2025 às 11h59
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Depuado Binho Galinha (PRD-BA) - Reprodução: ALBA
Depuado Binho Galinha (PRD-BA) - Reprodução: ALBA

O político Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como "Binho Galinha" (filiado ao PRD), representante da Bahia na Assembleia Legislativa, figura como um dos dez indivíduos visados por ordens de detenção preventiva que estão sendo executadas pela Polícia Federal (PF). Essa ofensiva, denominada Operação Estado Anômico, teve início na manhã desta quarta-feira (1º). Contudo, até o momento, "Binho Galinha" não foi localizado pelas autoridades.

Acusações e Modus Operandi do Grupo Crimininoso

Conforme apurado pelos investigadores, mesmo após ser submetido a restrições judiciais anteriores, o legislador persistiu na chefia de um coletivo paramilitar, utilizando negócios de fachada e interpostas pessoas ("laranjas") para movimentar ativos financeiros ilícitos.

A estrutura criminosa é suspeita de envolvimento em uma gama de delitos, incluindo dissimulação de recursos, jogos de azar ilegais ("jogo do bicho"), empréstimo a juros abusivos (agiotagem), recebimento de bens roubados ou ilícitos (receptação qualificada), comércio ilegal de armamentos e associação para o tráfico de entorpecentes.

Além das prisões, dezoito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Salvador, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos.

Medidas Judiciais e Origem da Ação

A Justiça determinou o congelamento de até R$ 9 milhões em ativos pertencentes aos suspeitos e a interrupção das atividades de uma corporação usada para a lavagem de dinheiro.

A Operação Estado Anômico é uma sequência da Operação El Patrón, iniciada em dezembro de 2023, após denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia. Naquela ocasião, Kléber Escolano e seus familiares também foram objetos de investigação.

As averiguações indicam a execução contínua de várias violações legais graves, com foco na ocultação e na tentativa de mascarar a origem de bens e valores. Um efetivo de 100 agentes de polícia, 11 fiscais e três analistas tributários da Receita Federal participa da incursão.

Forças Envolvidas e Significado do Nome

Além da PF, colaboram nesta ação integrada o Ministério Público da Bahia – através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) – e a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), com a participação da Força Correcional Integrada (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar.

A PF explicou que o nome Estado Anômico foi escolhido por descrever uma "condição social marcada pela ausência ou enfraquecimento das normas, regras e valores que regulam o comportamento de uma sociedade, resultando em um sentimento de desorientação, desorganização e incerteza entre os indivíduos".

Se considerados culpados pelas infrações em análise, os acusados enfrentam punições máximas que, somadas, ultrapassam cinco décadas de reclusão.

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