Deputados liberam isenção do IR até R$ 5 mil; entenda o que muda

Projeto do governo Lula pode beneficiar 10 milhões de pessoas; compensação será feita com tributação mínima sobre altas rendas

02/10/2025 às 11h00
Por: Natália Raquel
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Arthur Lira. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Arthur Lira. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), por unanimidade, o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A proposta, que também reduz alíquotas para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350, foi aprovada com 493 votos favoráveis e agora segue para análise do Senado.

O governo calcula que cerca de 10 milhões de pessoas deixarão de pagar o tributo. Atualmente, a isenção vale para rendas de até R$ 2.259, mas um desconto simplificado garante, na prática, alívio para quem ganha até R$ 3.036.

Para evitar perda de arrecadação, estimada em R$ 25,8 bilhões em 2026, o projeto cria um imposto mínimo de até 10% para contribuintes com ganhos anuais acima de R$ 600 mil. Hoje, esse grupo paga em média 2,54% de IR, segundo dados do governo. A nova alíquota será progressiva e atingirá o teto apenas para quem ganha mais de R$ 1,2 milhão por ano. O Ministério da Fazenda prevê arrecadar R$ 25,2 bilhões com a medida, praticamente compensando a renúncia fiscal.

Próximos passos

Se aprovado pelo Senado ainda em 2025, o novo limite de isenção passará a valer para o ano-calendário de 2026  ou seja, nos rendimentos que serão declarados em 2027. Caso o texto seja alterado, retornará para nova votação na Câmara.

O texto foi relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL). No Senado, tramita em paralelo proposta relatada por Renan Calheiros (MDB-AL). Ambos, alagoanos, disputam protagonismo na pauta. O governo aposta em acordo para evitar atrasos na aprovação.

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