Após quase dois anos em cativeiro, os reféns israelenses libertados pelo Hamas começam a enfrentar o doloroso processo de reconstrução. Antes de voltarem para casa, eles sobreviveram a 738 dias de fome, isolamento e torturas.
Segundo a TV israelense Canal 12, muitos perderam entre 30% e 40% do peso corporal. Avinatan Or, por exemplo, passou todo o período em completo isolamento. Elkana Bohbot viveu acorrentado em um túnel sem saber se era dia ou noite. Já o soldado Matan Angrest, de 22 anos, foi brutalmente espancado por ser militar.
Sob constante ameaça de execução, os reféns tinham armas apontadas para a cabeça e conviviam com o medo da morte iminente. Muitos não resistiram.
Nesta terça-feira (14), o exército de Israel confirmou a identificação dos corpos de quatro reféns mortos, entregues pelo Hamas no dia anterior. Entre eles, o do estudante nepalês Bipin Joshi, de 22 anos, e o do israelense Guy Illouz, sequestrado durante o festival Nova, em 7 de outubro de 2023, episódio que resultou no massacre de mais de 370 pessoas.
“Guy Illouz, de 26 anos, foi ferido e sequestrado ainda vivo. Morreu em cativeiro por falta de atendimento médico”, informou o exército em comunicado. Joshi, por sua vez, foi arrancado de um abrigo no Kibutz Alumim e assassinado nos primeiros meses do conflito.
As famílias dos 28 reféns mortos se dizem traídas, já que o acordo previa a devolução de todos, vivos ou mortos, na segunda-feira (13).