
O Hamas libertou, nesta segunda-feira (13), 20 reféns que estavam em seu poder desde o início da guerra com Israel. A ação faz parte da primeira fase de um novo acordo de cessar-fogo, mediado por países aliados e pela Cruz Vermelha Internacional.
De acordo com autoridades israelenses, os reféns deixaram a Faixa de Gaza e foram entregues às Forças de Defesa de Israel (FDI), recebendo atendimento médico logo após cruzar a fronteira. O grupo incluía civis sequestrados durante os ataques de 7 de outubro de 2023, que deram início ao conflito.
Como contrapartida, Israel libertou cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, entre eles 250 condenados à prisão perpétua. A operação contou com a presença da Cruz Vermelha, que acompanhou a saída dos detentos de diversas prisões israelenses em direção à Cisjordânia, Gaza e outros países da região.
O acordo prevê o fim temporário dos combates em Gaza, além da devolução dos corpos das vítimas israelenses mantidas em cativeiro. O Hamas afirmou que entregará, ainda nesta segunda, os restos mortais de quatro prisioneiros.
Em meio à execução do pacto, a Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa internacional para auxiliar na busca e identificação dos corpos de reféns mortos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Israel para acompanhar os desdobramentos do acordo e deve discursar ainda nesta noite.
Segundo o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, Israel autorizou a entrada de suprimentos emergenciais em Gaza, e agências humanitárias pedem garantias para que a assistência ocorra sem novas interrupções militares.
Uma brasileira que mora em Israel e acompanhou de perto os movimentos de libertação dos reféns de Hamas afirmou que a população enxerga Trump com gratidão. pic.twitter.com/hCa8SyWK5z
— Band Jornalismo (@BandJornalismo) October 13, 2025