Hamas liberta reféns que estavam em Gaza; Israel libera 2 mil palestinos

Grupo terrorista entregou reféns à Cruz Vermelha enquanto Israel iniciou a libertação em massa de presos palestinos; entenda

13/10/2025 às 13h03
Por: Mateus Pereira
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Fotos: Reprodução
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O Hamas libertou, nesta segunda-feira (13), 20 reféns que estavam em seu poder desde o início da guerra com Israel. A ação faz parte da primeira fase de um novo acordo de cessar-fogo, mediado por países aliados e pela Cruz Vermelha Internacional.

De acordo com autoridades israelenses, os reféns deixaram a Faixa de Gaza e foram entregues às Forças de Defesa de Israel (FDI), recebendo atendimento médico logo após cruzar a fronteira. O grupo incluía civis sequestrados durante os ataques de 7 de outubro de 2023, que deram início ao conflito.

Como contrapartida, Israel libertou cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, entre eles 250 condenados à prisão perpétua. A operação contou com a presença da Cruz Vermelha, que acompanhou a saída dos detentos de diversas prisões israelenses em direção à Cisjordânia, Gaza e outros países da região.

O acordo prevê o fim temporário dos combates em Gaza, além da devolução dos corpos das vítimas israelenses mantidas em cativeiro. O Hamas afirmou que entregará, ainda nesta segunda, os restos mortais de quatro prisioneiros.

Em meio à execução do pacto, a Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa internacional para auxiliar na busca e identificação dos corpos de reféns mortos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Israel para acompanhar os desdobramentos do acordo e deve discursar ainda nesta noite.

Segundo o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, Israel autorizou a entrada de suprimentos emergenciais em Gaza, e agências humanitárias pedem garantias para que a assistência ocorra sem novas interrupções militares.

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