O deputado federal Alexandre Ramagem afirmou que deixou o Brasil para evitar que suas filhas o vissem ser preso. Foragido e atualmente morando em Orlando, ele tem um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do processo da trama golpista, no qual foi condenado por três dos cinco crimes imputados.
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Em conversa com o jornalista Allan dos Santos no YouTube, Ramagem voltou a dizer que o processo deveria ser anulado e classificou Moraes como “violador dos direitos humanos”. Ele afirmou que saiu do país para não expor a família:
É lógico que eu não ia ficar no Brasil, com as minhas filhas me vendo ser preso sem ter cometido crime algum e sendo submetido a uma ditadura. Consegui sair para não expor minha família a essa violência. Hoje estou seguro aqui, com a anuência do governo americano, diante de uma perseguição grave - e só ao longo do tempo o país vai entender os porquês disso tudo.
O deputado declarou ainda que não fala com Jair Bolsonaro “há muito tempo” e que pretende permanecer nos Estados Unidos para “ajudar os exilados que estão aqui”, citando Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, a recepção no país foi positiva:
As autoridades americanas me receberam muito bem, e foi expressamente o que eles falaram: ‘É muito bom ter um amigo a salvo aqui com a gente’. Então essa pequena frase já ilustra tudo.
A PF tenta esclarecer como ocorreu a saída do parlamentar do Brasil, já que ele tinha medidas cautelares que o impediam de viajar e determinavam a entrega de todos os passaportes. O que se sabe até agora é que Ramagem não está no país desde setembro e teria passado por Boa Vista antes de seguir viagem.
Investigadores apuram se ele cruzou a fronteira pela Venezuela ou pela Guiana antes de embarcar rumo aos Estados Unidos. O STF ainda não informou se a cautelar que impedia sua saída do Brasil chegou a ser derrubada. Segundo a Corte, a ordem de prisão determinada por Moraes não tem relação direta com a possível fuga, apesar do pedido do PSol para que ele fosse detido.