Os adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário Orelha desembarcaram em São Paulo (SP) na manhã desta quinta-feira (29), segundo informações do programa "Primeiro Impacto", do SBT. Ainda de acordo com a atração, eles foram encaminhados para uma sala reservada no aeroporto e aguardam o voo com destino a Santa Catarina, previsto para as 10h30.
Os jovens estavam nos Estados Unidos em uma viagem considerada “pré-programada” pelas autoridades. A Polícia Civil de Santa Catarina já havia confirmado que dois dos quatro adolescentes investigados se encontravam fora do país no momento em que foram cumpridos os mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
Enquanto isso, a investigação avançou sobre os familiares dos suspeitos. Três adultos — dois pais e um tio, advogado e empresário — foram indiciados por coação de testemunha, após a Polícia Civil apontar tentativas de interferência no andamento das apurações sobre a morte do animal.
O caso de Orelha ganhou repercussão nacional após o cão, que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, ser encontrado gravemente ferido depois de dois dias desaparecido. Ele foi socorrido e levado para atendimento veterinário, mas, diante da gravidade das lesões e do sofrimento, precisou ser submetido à eutanásia.
Exames periciais descartaram atropelamento e indicaram que os ferimentos foram causados por agressões. Orelha era cuidado coletivamente pela comunidade local, que se revezava na alimentação, limpeza das casinhas improvisadas e acompanhamento diário do animal, considerado um mascote da região.