Saiba a doença auditiva relacionada a zumbidos e estresse descoberta por Mariana Rios

Atriz revela que perdeu 30% da audição do ouvido esquerdo e convive com zumbidos permanentes

09/12/2024 às 15h17
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Mariana Rios - Reprodução: Instagram
Mariana Rios - Reprodução: Instagram

Em um recente programa de entrevistas, Mariana Rios revelou que sofria com zumbidos constantes nos ouvidos. Após buscar ajuda médica, ela descobriu que se tratava de uma condição conhecida como Doença de Menière, um distúrbio no ouvido interno que provoca crises de tontura, perda auditiva, zumbido e sensação de plenitude na orelha afetada.

A atriz relatou que já perdeu 30% da audição do ouvido esquerdo e que convive diariamente com zumbidos. Mas o que não quer calar é: estresse pode causar zumbido e tontura? É o que explica a médica otorrinolaringologista e especialista em tontura e zumbido, Nathália Prudencio, em entrevista à revista Quem.

"Não podemos afirmar que o estresse e a ansiedade, isoladamente, sejam a causa da tontura e do zumbido. No entanto, com certeza agravam os problemas e são agravados por eles, já que pacientes com zumbido e tontura não tratadas podem ter piora do quadro de saúde mental".

"O que sabemos é que o estresse crônico, a maior demanda emocional e a ansiedade podem funcionar como gatilhos ou piorar a percepção do sintoma, principalmente em doenças crônicas causadoras de tontura, como a Doença de Ménière, além de outras condições como a TPPP (Vertigem Fóbica) e a Enxaqueca Vestibular", explicou.

Segundo a especialista, as mudanças observadas em períodos de grande estresse e ansiedade são decorrentes de uma grande liberação de adrenalina no organismo.

Já a tontura pode sim gerar ansiedade e estresse, especialmente no início do diagnóstico, devido ao seu caráter imprevisível.

"Sabemos, hoje, que apenas um, em cada dez pacientes, apresenta o zumbido como um incômodo importante. Nessas pessoas, o sintoma pode ser um fator determinante para o surgimento ou agravamento de transtornos do humor, como a ansiedade e a depressão", esclareceu a médica.

"Por outro lado, observamos também que períodos de maior estresse ou demanda emocional podem influenciar a maneira como o paciente vivencia o sintoma. Nesses momentos, as pessoas tendem a atribuir maior atenção ao som e aos seus impactos no dia a dia", concluiu.

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