Desabamento da Ponte JK: possível contaminação de ácido sulfúrico no rio força suspensão das buscas
Queda de ponte deixa mortos, desaparecidos e risco de contaminação ambiental em dez cidades do Tocantins e oito do Maranhão
23/12/2024 às 16h35
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Reprodução/Internet
O desabamento de um trecho da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conecta os estados do Tocantins e Maranhão, na BR-226, causou uma tragédia de grandes proporções neste domingo (22). Entre os veículos que caíram no Rio Tocantins está um caminhão-tanque carregado com ácido sulfúrico, gerando alerta máximo das autoridades para o risco de contaminação ambiental.
O colapso ocorreu por volta das 14h50, quando a parte central da ponte, construída na década de 1960, cedeu. Ao todo, sete veículos foram tragados pelo rio: quatro caminhões (um com ácido sulfúrico e outro com produtos químicos agrícolas), uma caminhonete e duas motocicletas. O Corpo de Bombeiros do Tocantins confirmou que, até o momento, três mortes foram registradas, enquanto 15 pessoas seguem desaparecidas.
Entre os desaparecidos está Andreia Maria de Souza, de 45 anos, caminhoneira que dirigia o veículo carregado com ácido sulfúrico.
A presença do ácido sulfúrico no rio representa uma ameaça grave para o ecossistema e a população ribeirinha. A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins (Semarh) alertou moradores de dez cidades do estado e oito do Maranhão a evitarem qualquer contato com a água do Rio Tocantins.
Testemunhas relataram que a ponte apresentava sinais de deterioração há anos, agravados pelo intenso tráfego de veículos de carga. Segundo o vereador de Aguiarnópolis, moradores já haviam alertado para o risco de colapso, mas nenhuma manutenção preventiva foi realizada.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirmou que o desabamento ocorreu devido ao colapso do vão central da ponte. Uma investigação foi aberta para apurar as causas do desastre.
A Ponte JK era uma via crucial para o transporte de mercadorias e a conexão entre Tocantins e Maranhão. Com sua queda, o fluxo logístico da região foi interrompido, afetando diretamente a economia local e a mobilidade de milhares de pessoas.
Enquanto as buscas permanecem suspensas devido ao risco químico, forças de segurança e especialistas ambientais seguem monitorando a situação.
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