Bolsonaro descarta apoio aos filhos, caso um deles decida se candidatar a presidência do Brasil em 2026

Ex-presidente cedeu uma entrevista ao The New York Times e falou sobre expectativas com o futuro na política

17/01/2025 às 11h29 Atualizada em 17/01/2025 às 11h43
Por: Karine - Redação
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Reprodução/Instagram
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O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cedeu uma entrevista ao jornal norte-americano, The New York Times, e falou sobre suas expectativas com o futuro na política. 

Questionado se apoiaria seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, o veterano foi conciso em sua resposta e afirmou que não pretende apoiá-los, mas reforçou que enxerga a possibilidade com bons olhos: “Para você ser presidente aqui e fazer correto, você tem que ter uma certa experiência”, disse ele dando a entender que os filhos são experientes no que fazem.

Bolsonaro está inelegível até o ano de 2030. Eduardo Bolsonaro já havia revelado um ‘plano B’, caso o pai não conseguisse reverter a situação.

A entrevista aconteceu dois dias antes de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar a devolução do passaporte de Bolsonaro. Ele pretendia viajar aos Estados Unidos para participar da posse do presidente eleito, Donald Trump.

Ainda sem saber que o passaporte havia sido recusado, Bolsonaro se mostrou animado com o convite: "Voltei a ser criança e parei de tomar viagra", disse ele em tom de brincadeira demonstrando empolgação e ansiedade com a oportunidade.

Por fim, ele ainda alegou que 'se sente vigiado o tempo todo".

AR
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu uma entrevista ao jornal americano The New York Times.

A conversa ocorreu dois dias antes do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar a devolução do passaporte para ele ir à posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

 


Bolsonaro, ainda sem saber da negativa de Moraes, comemorava o convite do republicano:

“Me sentindo uma criança de novo. Estou animado. Não vou nem tomar mais Viagra”, afirmou ao NYT.

Para o ex-presidente, ele está “sendo vigiado o tempo todo” pelo que chamou de “sistema“, ao ser perguntado sobre o inquérito da tentativa de golpe de Estado:


“Acho que o sistema não me quer preso. Ele quer que eu seja eliminado“, disse Bolsonaro.

Segundo o relatório da Polícia Federal (PF), Bolsonaro era um dos planejadores, executores e teve controle sobre a suposta ação contra o governo Lula, em 2023.

O ex-presidente nega ter qualquer participação.

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