
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cedeu uma entrevista ao jornal norte-americano, The New York Times, e falou sobre suas expectativas com o futuro na política.
Questionado se apoiaria seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, o veterano foi conciso em sua resposta e afirmou que não pretende apoiá-los, mas reforçou que enxerga a possibilidade com bons olhos: “Para você ser presidente aqui e fazer correto, você tem que ter uma certa experiência”, disse ele dando a entender que os filhos são experientes no que fazem.
Bolsonaro está inelegível até o ano de 2030. Eduardo Bolsonaro já havia revelado um ‘plano B’, caso o pai não conseguisse reverter a situação.
A entrevista aconteceu dois dias antes de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar a devolução do passaporte de Bolsonaro. Ele pretendia viajar aos Estados Unidos para participar da posse do presidente eleito, Donald Trump.
Ainda sem saber que o passaporte havia sido recusado, Bolsonaro se mostrou animado com o convite: "Voltei a ser criança e parei de tomar viagra", disse ele em tom de brincadeira demonstrando empolgação e ansiedade com a oportunidade.
Por fim, ele ainda alegou que 'se sente vigiado o tempo todo".
AR
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu uma entrevista ao jornal americano The New York Times.
A conversa ocorreu dois dias antes do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar a devolução do passaporte para ele ir à posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Bolsonaro, ainda sem saber da negativa de Moraes, comemorava o convite do republicano:
“Me sentindo uma criança de novo. Estou animado. Não vou nem tomar mais Viagra”, afirmou ao NYT.
Para o ex-presidente, ele está “sendo vigiado o tempo todo” pelo que chamou de “sistema“, ao ser perguntado sobre o inquérito da tentativa de golpe de Estado:
“Acho que o sistema não me quer preso. Ele quer que eu seja eliminado“, disse Bolsonaro.
Segundo o relatório da Polícia Federal (PF), Bolsonaro era um dos planejadores, executores e teve controle sobre a suposta ação contra o governo Lula, em 2023.
O ex-presidente nega ter qualquer participação.