
Agesner Monteiro, ex-investidor de Ana Castela, abriu o jogo sobre a polêmica envolvendo sua saída da equipe da cantora e a perda de seus direitos na carreira dela. Em entrevista exclusiva, ele revelou detalhes do que considera um golpe milionário e uma traição por parte das pessoas que ajudou a alavancar no mercado musical.
Segundo Monteiro, ele foi peça fundamental no crescimento meteórico da artista, financiando desde gravações e produções até parcerias estratégicas, como a colaboração com DJ Lucas Beat em Boiadeira Remix e o hit Pipoco, ao lado de Melody. No entanto, em outubro de 2022, ele teria sido afastado da sociedade de forma abrupta, sem justificativa formal.
"Tratei a Ana como uma filha. Sempre estive ao lado dela, apostei no talento dela e investi meu dinheiro. No final, me tiraram do projeto sem nenhuma explicação e simplesmente cortaram os meus direitos."
A descoberta da suposta fraude
Agesner conta que começou a perceber irregularidades em setembro de 2022, quando um show de Ana Castela foi negociado por R$ 200 mil, mas registrado na planilha financeira por apenas R$ 150 mil.
"Quando vi a diferença, fui questionar o pai dela e o Rodolfo (Alessi, empresário), mas não obtive respostas convincentes. Marcaram uma reunião, e quando cheguei, o Rodolfo estava com duas pessoas que eu nem conhecia. O pai da Ana sequer apareceu. Me pressionaram, fecharam a porta do camarim e, no final, o Rodolfo simplesmente disse que eu estava fora do projeto. No dia seguinte, me retiraram dos grupos e pararam de me pagar."
O investidor afirma que, desde então, não recebeu mais nenhum repasse financeiro, mesmo tendo um contrato que garantiria 20% da carreira da artista até 2027.
Tentativas frustradas de resolver a situação
Monteiro tentou contato direto com Ana Castela para esclarecer o ocorrido, mas, segundo ele, a cantora afirmou que não poderia intervir.
"Ela me disse que me amava, mas que não podia fazer nada, porque a parte contratual não era com ela. Foi muito decepcionante ouvir isso."
O empresário reforça que ninguém da equipe de Ana quis investir na cantora no início e que ele foi o único a apostar financeiramente no potencial dela.
"Muita gente dizia que ela tinha talento, mas ninguém queria colocar dinheiro. Eu fui lá e investi. Além disso, coloquei um artista meu, que estava estourado no Top 200, para ajudá-la a ganhar visibilidade. E agora querem se apropriar da minha parte como se eu nunca tivesse feito nada?"
Uma lição amarga
Agora, em meio a um processo judicial para recuperar seus direitos, Monteiro diz que aprendeu uma grande lição.
"Antes de investir em um artista, é preciso conhecer bem quem está por trás, quem é a família e qual é o caráter das pessoas envolvidas. No final, fui enganado por pura ganância."
O caso segue na Justiça, enquanto Ana Castela continua sua carreira em ascensão.