
Uma multidão lotou a Avenida Paulista na tarde de segunda-feira (7) para o ato político centrado no candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com fortes críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A mobilização ocorreu impulsionada por recentes questionamentos envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro. As informações são da Gazeta do Povo.
Durante seu pronunciamento, Flávio subiu o tom contra o sistema político atual e declarou: "Daqui a 20 ou 30 anos nós leremos nos livros de história, nossos filhos lerão nos livros de história, que participamos do resgate do nosso Brasil, que nós acabamos com a ditadura de Moraes, que nós viramos a triste página do Brasil, que é esse governo do PT". O candidato também afirmou que o "consórcio de Lula com Moraes" vai acabar e acrescentou: "Eu vou indicar cinco porque Alexandre de Moraes vai cair".
O pastor Silas Malafaia também exigiu providências do comando do tribunal: "Nós precisamos de instituições fortes. Desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República. Vai aqui meu pedido ao presidente do STF Edson Fachin: pelo bem da suprema corte afaste Alexandre de Moraes". Malafaia classificou as mensagens sobre um contrato do escritório da esposa do magistrado como "uma prova da compra do poder e da influência desse ditador" e criticou a postura do ministro no caso envolvendo André Mendonça: "Povo brasileiro, o ministro Moraes pega um documento apócrifo, sem valor, sem cabeçalho, que não tem assinatura de delegado. Para sair da lama em que está envolvido ele acusa André Mendonça".
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) corroborou as críticas, reforçando o apoio ao pleito e afirmando: "Alexandre de Moraes teve diversas oportunidades de recuar e não recuou. Ano que vem teremos um Congresso com a maioria de bons senadores (...) Se Deus quiser nós vamos para a rua mais uma vez para tirar Moraes da cadeira do STF". Nikolas encerrou com exaltação: "O teu lugar, Xandão, é na cadeia!"
O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou o sentimento popular no evento: "Eu acho que aqui tem um movimento de indignação e a indignação precisa agora se encontrar com a esperança porque senão ela é só amargura e a gente merece ter esperança e também levantar Flávio Bolsonaro. A partir desse movimento fazer uma grande arrancada para a vitória". Tarcísio ainda pontuou que a data magna "representa a independência da corrupção da desfaçatez do PT e de Lula". O vice da chapa, Alfredo Gaspar, discursou assegurando que "os tempos de ódio e perseguição vão passar", enquanto o prefeito Ricardo Nunes completou: "Supremo é o povo brasileiro. E o povo que vai conseguir resgatar o Brasil".
Apesar de um clima frio e de garoa, a concentração reuniu milhares de apoiadores por vários quarteirões da via. Momentos antes, forças de segurança dispersaram com gás lacrimogêneo militantes de esquerda que tentaram se aproximar da manifestação.