Augusto Cury se declara o pesadelo de Lula e promete “aposentar” o petista se chegar ao 2º turno

Cury assegurou que rechaça a prática de negociações partidárias para a ocupação de pastas ministeriais, priorizando um modelo focado estritamente na capacidade técnica dos gestores e prometendo um “time de ouro”

08/09/2026 às 13h54
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Brenno Carvalho/Agência O Globo
Reprodução: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O postulante ao Palácio do Planalto, Augusto Cury (Avante) garantiu na segunda-feira (7), em sabatina concedida à Jovem Pan, que tem o propósito de “aposentar” o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso consiga se classificar para a etapa decisiva da corrida eleitoral. Conforme a avaliação do concorrente, o petista preferiria disputar o pleito contra Flávio Bolsonaro (PL). “O sonho de Lula da Silva é ter Flávio Bolsonaro no segundo turno. O pesadelo do Lula da Silva é me ter no segundo turno, porque eu vou aposentar o Lula”, pontuou.

Cury assegurou que rechaça a prática de negociações partidárias para a ocupação de pastas ministeriais, priorizando um modelo focado estritamente na capacidade técnica dos gestores e prometendo um “time de ouro”: “Nós não vamos fazer um balcão de negócios, lotear o Brasil em hipótese alguma”, declarou, acrescentando que não ambiciona a recondução ao cargo nem aspira à perpetuação na vida pública.

Durante a arguição, o candidato admitiu interlocuções com caciques e lideranças de variadas legendas, a exemplo de Marcos Pereira (Republicanos), Renata Abreu (Pododes), Aécio Neves (PSDB), Paulinho da Força (Solidariedade), além de Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite (todos do PSD), frisando contudo que os encontros consistiram apenas em debates e não em convites formais para o secretariado.

Visando assegurar governabilidade e destravar pautas legislativas, Cury manifestou a intenção de convocar o Parlamento e a Suprema Corte para firmar um “pacto nacional”. Na visão do presidenciável, o tribunal máximo do país precisa abster-se de atuar com viés legislativo, restringe-se estritamente à função de “guardião da Constituição”.

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