Vídeo de André Valadão volta a circular com fala polêmica sobre LGBT's: “Se Deus pudesse, matava tudo e começava de novo”

Pregação feita em Orlando, nos Estados Unidos, voltou a repercutir nas redes; na ocasião, religioso disse que, “se pudesse”, Deus “matava tudo e começava tudo de novo”

09/09/2026 às 13h00
Por: Mateus Pereira
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Foto: redes sociais
Foto: redes sociais

Um vídeo antigo envolvendo o pastor André Valadão voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias e reacendeu a polêmica em torno de uma pregação feita por ele em uma igreja de Orlando, nos Estados Unidos. Durante o culto, realizado em julho de 2023, o religioso fez declarações sobre a comunidade LGBTQIA+ que foram interpretadas como um incentivo à violência contra pessoas LGBT.

Durante a pregação, Valadão falou sobre casamento homoafetivo, pessoas LGBTQIA+ e o uso do arco-íris como símbolo. Em determinado momento, afirmou: “Aí Deus fala: não posso mais. Já meti esse arco-íris aí. Se eu pudesse, eu matava tudo e começava tudo de novo”. Na sequência, completou: “Mas já prometi pra mim mesmo que eu não posso, então agora tá com vocês”.

A fala provocou forte reação na época e levou autoridades a apresentarem representações contra o pastor. O Ministério Público Federal informou que apuraria possíveis crimes relacionados às declarações, enquanto o senador Fabiano Contarato apresentou uma representação criminal contra Valadão.

O trecho voltou a ser compartilhado justamente por causa da força das declarações. A repercussão original ocorreu depois de uma sequência de manifestações do pastor contra a comunidade LGBTQIA+, incluindo outras falas consideradas homofóbicas em cultos realizados nos Estados Unidos.

 
 
 
 
 
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Após a repercussão, André Valadão negou que tivesse defendido a morte de pessoas LGBTQIA+. Em uma manifestação publicada nas redes sociais, afirmou que sua fala havia sido distorcida e disse que não era favorável à incitação de crimes ou à violência.

Mesmo com a justificativa apresentada posteriormente pelo pastor, o vídeo original voltou a provocar debate nas redes sociais. A declaração permanece associada a um dos episódios mais controversos da trajetória pública de Valadão e reacende a discussão sobre os limites entre liberdade religiosa, discurso de ódio e manifestações contra grupos sociais.

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