STF proíbe Mário Frias de sair do país sem autorização

O custeio do longa “Dark Horse” é escrutinado em duas frentes no STF: uma sob a batuta do ministro André Mendonça e outra focada no repasse das verbas, sob a relatoria de Dino

10/09/2026 às 11h09
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: CNN Brasil
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Reprodução: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Reprodução: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O magistrado Flávio Dino, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs restrições aos 29 alvos de ordens de busca no âmbito da Operação Meak Up, deflagrada nesta quinta-feira (10), determinando a retenção de seus passaportes e vedando qualquer contato mútuo entre os investigados. A medida atinge nomes como o deputado federal Mario Frias (PL-SP), funcionários de sua assessoria parlamentar e a empresária Karina Gama, produtora do filme “Dark Horse”, obra biográfica que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são da CNN Brasil.

A Controladoria-Geral da União (CGU) detectou indícios de desvios no direcionamento de R$ 2 milhões oriundos de uma emenda repassada pelo parlamentar. O foco da Polícia Federal recai sobre a suspeita de que parte dessa verba careça de faturamento ou comprovante fiscal emitido pela produtora do filme. Esse indício motivou o despacho de Dino autorizando a operação matutina contra o deputado. Ao todo, a corporação cumpre 49 mandados de busca distribuídos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e o Distrito Federal, mirando financiadores da produção cinematográfica.

Os levantamentos apontam a atuação de uma “organização criminosa formada por agentes públicos e privados”, suspeita de canalizar os montantes para companhias terceirizadas de maneira ilícita e sem atestar a real execução dos serviços.

O custeio do longa “Dark Horse” é escrutinado em duas frentes no STF: uma sob a batuta do ministro André Mendonça e outra focada no repasse das verbas, sob a relatoria de Dino.

Ainda em março, Dino exigiu que Mario Frias justificasse o destino da emenda de R$ 2 milhões repassada ao Instituto Conhecer Brasil, entidade parceira da produtora. O magistrado exigiu esclarecimentos acerca de “possíveis irregularidades” no emprego do dinheiro público.

O parlamentar, que atuou como secretário de Cultura no governo Bolsonaro e figura como produtor executivo do filme, refutou os apontamentos em maio por meio de petição enviada à Corte, alegando que a verba teve finalidade estritamente social.

Ademais, em junho, a Polícia Civil paulista já havia mobilizado uma ação contra a empresa Go UP Entertainment, ligada à produção, sob suspeita de fraudes financeiras. Após ordem de Dino, os elementos arrecadados pela polícia estadual foram remetidos ao STF.

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