Lula cita alternativa para alta no preço dos alimentos: “Se não tem carne, a gente come ovo”

Diante das críticas sobre o cenário econômico, o candidato à reeleição garantiu que a pauta é prioridade em sua campanha e prometeu trabalhar para que, em um eventual novo mandato, o salário mínimo possibilite o acesso ampliado aos itens da cesta básica

14/09/2026 às 10h11
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Jorge Leão
Reprodução: Jorge Leão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida eleitoral com 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, conforme recente pesquisa Datafolha, gerou repercussão durante um comício realizado no mesmo dia no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS) na última sexta-feira (11).

Ao discursar sobre o custo de vida e o impacto da inflação no poder de compra dos brasileiros, o mandatário reconheceu as dificuldades enfrentadas pela população nos supermercados ao citar o encarecimento de itens básicos como a carne, o café e o ovo. Ressaltando a alta produção de ovos no país, que alcançou 62,3 bilhões de unidades em 2025 segundo a ABPA, Lula utilizou o bom humor e relembrou sua trajetória como sindicalista para ilustrar alternativas de consumo diante de momentos de aperto financeiro:

“Isso significa que nós gostamos de ovo para caramba. Se não tem carne, a gente come ovo, se não tem ovo, a gente come carne. Mas, quando não tem os dois, a gente come como eu comia quando eu levava marmita: arroz e feijão puro porque não tinha mistura.”

Diante das críticas sobre o cenário econômico, o candidato à reeleição garantiu que a pauta é prioridade em sua campanha e prometeu trabalhar para que, em um eventual novo mandato, o salário mínimo possibilite o acesso ampliado aos itens da cesta básica: “Mas essa questão do custo de vida é uma coisa que eu estou levando muito à sério […] Eu quero chegar ao salário mínimo comprando muito mais cesta básica”.

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