
No último domingo (13), José de Abreu utilizou suas redes sociais para manifestar apoio a Eduardo Moscovis e censurar a postura pública de Juliano Cazarré, motivado por um recente desentendimento entre ambos acerca das estatísticas de homicídios masculinos em contraponto aos casos de feminicídio no país. Em sua gravação, o veterano pontuou a disparidade fundamental entre a mortalidade geral e os crimes de ódio baseados no gênero.
A contenda teve início quando o intérprete eternizado como Adauto na novela Avenida Brasil (2012) equiparou tais índices, recebendo contestação imediata de Moscovis e elevando a tensão do debate. Dirigindo-se a Cazarré, José ponderou: “Juliano, você não pode dar uma entrevista dizendo que o número de masculinicídios é maior do que o número de feminicídios. Isso é um absurdo. Você juntou todos os homens que morrem em todos os campos do morticínio de homens, né?”. E complementou: “Até mortes pela polícia, latrocínios e acidentes, e compara com o número de feminicídios, o que é uma coisa completamente diferente. Eu sei, pela sua origem, pela sua inteligência, pai, que você não é um cara ignorante. Você pode ter se enganado ou pode ter sido infiel à verdade”.
O artista veterano também reprovou a forma como o colega tratou Du Moscovis após a réplica: “Você agredir dessa maneira o nosso colega, uma pessoa extremamente do bem (…). Poxa, menos, amigo. Bem menos… Seria muito mais legal você reconhecer que as estatísticas que você usou naquela entrevista, as estatísticas estão erradas”.
Apesar das duras críticas ao posicionamento, Abreu contemporizou a situação e fez questão de ressaltar a boa convivência nos bastidores artísticos: “Concordo que você é um sujeito extremamente gentil. A gente fez a última novela, ‘Volta por Cima’, a gente se dá bem no camarim. Eu também sou educado, você também é educado”.