
Dias antes de ser alvo da Polícia Federal nesta segunda-feira (14), o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) havia relatado o furto do próprio celular em São Paulo. O parlamentar contou nas redes sociais que o aparelho foi levado na sexta-feira (11), durante uma ocorrência na Avenida Paulista.
Segundo Cezinha, os criminosos conseguiram acessar suas contas bancárias e alterar senhas rapidamente. “Essa sexta-feira eu senti na pele o que a falta de segurança pode causar para o cidadão brasileiro. Em plena Avenida Paulista, furtaram o meu celular. Tomaram assim, mas muito rápido. Em apenas 15 minutos, eles acessaram todas as minhas contas, cartão de crédito, trocaram a senha do meu WhatsApp, a senha do meu celular. E foi uma devastação total”, relatou.
O deputado é um dos integrantes ativos da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara e é apontado no texto-base como aliado próximo de André Mendonça, em meio à disputa envolvendo diferentes alas do Supremo Tribunal Federal.
A autorização para a operação partiu do ministro Flávio Dino e foi assinada em 5 de setembro. Três dias antes, em 2 de setembro, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório com conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e remetido o caso à presidência da Corte.
A operação deflagrada nesta segunda-feira foi batizada de Transparência e investiga um grupo suspeito de negociar pagamentos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais.
Segundo a investigação, integrantes do grupo teriam procurado terceiros e combinado pagamentos condicionados ao resultado de processos em andamento, alegando que poderiam interferir nas decisões.
As apurações começaram em dezembro de 2025, inicialmente para investigar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. No decorrer das diligências, a PF encontrou elementos que levaram à abertura dessa nova frente.