
Nos bastidores do Palácio do Planalto e da articulação governista voltada à disputa presidencial, o recente levantamento da Quaest, publicado na última segunda-feira (14), foi tratado com serenidade. O destaque do estudo foi a oscilação de Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual rodada de desempate, cenário que configura empate técnico considerando a margem de erro. Os números mostraram o filho mais velho de Jair Bolsonaro com 42% das intenções de voto, ao passo que o atual chefe do Executivo registrou 40%. As informações são da coluna Igor Gadelha.
Apesar disso, assessores presidenciais ponderam que o retrato estatístico encontra-se defasado em relação à dinâmica da corrida eleitoral. “Essa pesquisa já está velha. Espere a próxima”, destacou um importante membro da Esplanada em contato reservado ao Metrópoles.
No entendimento de lideranças petistas, sondagens internas, os chamados trackings, já captam uma inflexão positiva favorável ao mandatário desde o último sábado (12), período em que ele teria retomado a ponta nos cenários de segundo turno frente a Flávio. A ala governista sustenta que seus medidores proprietários guardam maior proximidade com os índices aferidos pelo instituto BTG/Nexus, onde o petista pontua 47% contra 46% do oposicionista.
Em contrapartida à relativização do estudo da Quaest, interlocutores governistas reconhecem que os dados funcionam como um sinal amarelo oportuno para a estratégia eleitoral, servindo para “despertar a militância”.
A coleta de dados ouviu 2.004 eleitores no período compreendido entre a última quinta-feira (10/9) e o domingo (13/9), intervalo marcado pela repercussão pública do embate institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal. O levantamento possui índice de confiança estipulado em 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.