STF terá raio X e celulares lacrados em sessão sobre mensagens para Moraes

A administração justificou que a restrição de público decorre “em razão da capacidade limitada do espaço”

15/09/2026 às 12h36
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Antonio Augusto/STF
Reprodução: Antonio Augusto/STF

A sala de sessões da Suprema Corte acolherá nesta terça-feira (15) apenas aqueles que obtiveram aval prévio do Cerimonial, excluindo por completo a presença de repórteres. Até mesmo os convidados autorizados a cruzar as portas enfrentarão uma exigência rigorosa: ingressar sem aparelhos telefônicos ativos. As normativas divulgadas pela Corte para reger o julgamento sobre as conversas eletrônicas entre Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, detalham que os dispositivos móveis serão guardados sob estrito isolamento.

“Na entrada do Plenário, serão disponibilizadas sacolas de segurança do tipo lacre para os celulares, que deverão permanecer lacrados e desligados durante toda a sessão. O rompimento do lacre no interior do plenário poderá resultar na retirada do responsável do local”, esclarece o comunicado oficial emitido pelo tribunal ontem (14).

No mesmo informe, a administração justificou que a restrição de público decorre “em razão da capacidade limitada do espaço”. Acrescentou ainda que os profissionais da imprensa cadastrados contarão com espaço reservado exclusivamente “à marquise do prédio do STF, onde será montada uma estrutura com telões, cadeiras e mesas”. A transmissão integral do ato público ocorrerá via TV Justiça, Rádio Justiça e na plataforma do YouTube da instituição.

Inspeção minuciosa e forte aparato tático

O ingresso ao salão principal será franqueado exclusivamente a quem validou o registro junto ao setor cerimonial do órgão. Todas as vias de acesso disporão de portas magnéticas de detecção de metais e aparelhos de raio X, tornando obrigatória a submissão de todos aos protocolos rigorosos de triagem e verificação.

O plano estratégico de proteção foi estruturado de forma sinérgica pela Secretaria de Polícia Judicial, Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, Comando Militar do Planalto, Forças Armadas, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e demais forças colaboradoras.

A operação conjunta abrange o fluxo cruzado de inteligência, mapeamento de vulnerabilidades, emprego coordenado de tropas, definição de perímetros de atuação, barreiras físicas, interdição do espaço aéreo para aeronaves não tripuladas e monitoramento constante por drones. O STF alinhou suas diretrizes internas a essas instâncias para reforçar a segurança sob sua tutela. Como parte das precauções, o tráfego na Esplanada dos Ministérios sofrerá bloqueio total na altura do mastro das bandeiras.

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