Crise no STF pode se estender por meses após pedido de vista de Flávio Dino; saiba os próximos passos

Ministro tem até 90 dias para devolver processo, enquanto Corte discute próximos passos e tenta conter novo embate entre integrantes

16/09/2026 às 22h19
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Compartilhe:
Foto: Gustavo Moreno/STF
Foto: Gustavo Moreno/STF

A crise interna no Supremo Tribunal Federal pode continuar por um longo período após o pedido de vista apresentado por Flávio Dino durante a sessão extraordinária desta terça-feira (15). Segundo apuração do Metrópoles, o ministro tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário, embora possa fazer isso antes do fim do prazo.

Antes da paralisação, os ministros ainda precisavam concluir a votação de uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. A proposta é reunir as petições 16.662 e 16.704, relacionadas às condutas de Alexandre de Moraes e André Mendonça, em um mesmo julgamento.

O placar provisório estava em 4 a 3 pela tramitação separada dos casos. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes defenderam a análise conjunta. Dino havia acompanhado esse segundo grupo, mas pediu vista antes de o voto ser computado.

A expectativa nos bastidores, conforme o Metrópoles, é de que os processos possam retornar à pauta em 23 de setembro, quando já está prevista a discussão sobre a conduta de Mendonça no caso Master.

Sessão foi marcada por confrontos

A reunião de terça-feira foi marcada por acusações, gritos e discussões entre ministros. O confronto entre Gilmar Mendes e André Mendonça aconteceu depois de uma fala de Paulo Gonet sobre o caso.

Diante do cenário, Dino afirmou que o debate estava “degradando” o Supremo e pediu a suspensão da análise.

Outro ponto levantado durante a sessão envolveu mensagens atribuídas a Vorcaro e contatos com outros ministros ou pessoas próximas a integrantes da Corte. Entre eles, foram citados Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

Na avaliação de interlocutores ouvidos pelo Metrópoles, a intervenção de Dino teria como objetivo reduzir a tensão dentro do tribunal. A presidência da Corte e os ministros decanos devem atuar para tentar conter novas trocas de acusações.

Por enquanto, Alexandre de Moraes segue sem ser alvo de uma investigação formal. Também permanece em aberto a realização da sessão prevista para a próxima semana.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários