
Luiz Inácio Lula da Silva voltou a cobrar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, por causa da crise instalada na Corte após a sessão extraordinária desta terça-feira (15). Em entrevista ao “Desce a Letra Show”, o presidente afirmou que a sociedade não pode continuar acompanhando uma sequência de acusações e confrontos dentro do tribunal.
“O que não dá é para a sociedade ficar assistindo a esse denuncismo […], a sociedade atônita ouvindo isso todo santo dia. O presidente Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral, porque as pessoas que criaram o Banco Master foram eles”, afirmou.
A manifestação ocorreu no mesmo período em que uma nova pesquisa apontou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno, embora o resultado esteja dentro da margem de erro.
Segundo o levantamento citado no texto-base, Flávio aparece com 42%, contra 40% de Lula, em empate técnico.
O presidente também criticou a crise envolvendo Daniel Vorcaro e afirmou que o banqueiro “envolveu todo mundo”. Lula chamou o empresário de “mafioso” e defendeu uma apuração detalhada.
“Acho que o que está acontecendo na Suprema Corte não é uma coisa boa, porque significa que aquele mafioso chamado Vorcaro envolveu todo mundo”, avaliou.
Na sequência, Lula voltou a defender que todas as informações sejam esclarecidas. “Agora, a gente vai saber quem é que estava com mulher, quem é que fez suruba. É uma orgia pura. Está todo mundo na expectativa: por que esses caras fizeram tudo isso? Tudo isso vai aparecer agora. É importante que apareça para a gente poder limpar este país. A Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada”, acrescentou.
Na terça-feira, os ministros analisaram a possibilidade de abrir uma investigação relacionada a Alexandre de Moraes e às mensagens atribuídas ao ministro e Daniel Vorcaro.
A sessão foi marcada por acusações e discussões, terminou com placar de 4 a 3 na votação sobre a reunião dos processos e acabou suspensa após pedido de vista de Flávio Dino.
O caso de Moraes permaneceu sem definição, enquanto a Corte também terá de analisar posteriormente a conduta de André Mendonça.