
Nesse último domingo (25), a delegada Maria Corsato veio a público se posicionar sobre as acusações feitas por sua própria irmã, episódio que motivou a abertura de uma investigação pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil paulista. No dia anterior (24), agentes localizaram mais de R$ 1,2 milhão em cédulas, somados a montantes em moeda estrangeira (dólares e euros), escondidos no interior de um puff na residência da parente da servidora, no município de Santo André, no ABC Paulista. As informações são do Portal LeoDias.
Com a repercussão da apreensão, a policial apresentou sua justificativa sobre a origem da quantia, sustentando que os recursos correspondem ao patrimônio de um inventário familiar ainda pendente de divisão. Além disso, ela justificou a conduta da denunciante como fruto de um conflito doméstico e informou que seus defensores legais já conduzem os trâmites para formalizar as devidas explicações aos órgãos de controle.
“Ontem, minha irmã, que enfrenta problemas de fragilidade emocional, procurou a Corregedoria da Polícia Civil e entregou valores referentes a uma herança ainda não partilhada e que estavam em posse dela. O episódio ocorreu alguns dias após ela ter ido ao local de trabalho do meu cunhado e provocado um escândalo. Como fiquei ao lado dele, ela se desentendeu comigo. Infelizmente, não é a primeira vez que ela age dessa maneira comigo quando está emocionalmente abalada ou é contrariada. Em 2008, por exemplo, após eu avisar que chegaria mais tarde do trabalho, minha irmã levou uma mala com minhas roupas à Corregedoria e registrou um boletim de ocorrência alegando que eu havia abandonado nossa mãe”, afirmou Maria.
“Quanto aos fatos recentes, meus advogados já estão adotando as providências necessárias para prestar todos os esclarecimentos à Corregedoria, inclusive sobre a origem dos valores. Entretanto, neste momento, minha maior preocupação não é com as consequências administrativas ou jurídicas do episódio, mas com a saúde da minha irmã. Ela enfrenta problemas relacionados à dependência do álcool e à fragilidade emocional. Conheço seu histórico de atitudes impulsivas, muitas vezes seguidas de arrependimento, e nesse momento o que mais me preocupa é que a dimensão alcançada por esse episódio possa provocar uma crise ainda mais grave”, acrescentou a delegada.
“Minha irmã e sua saúde são minhas prioridades. As questões jurídicas serão esclarecidas pelos meios adequados e no momento oportuno”, finalizou.
A Corregedoria-Geral abriu apurações internas para conferir a licitude dos montantes e checar possíveis infrações penais ou funcionais por parte da servidora pública. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), tanto as notas quanto os documentos anotados foram recolhidos e a quantia financeira será custodiada via depósito judicial. Os desdobramentos do inquérito incluem o depoimento da autora da denúncia e os exames periciais pertinentes. O procedimento permanece em andamento.