
A Justiça de São Paulo negou, nesta terça-feira (27), o pedido da defesa de Deolane Bezerra para transferir à esfera federal o processo criminal em que a advogada e influenciadora é ré. Com a decisão, a ação continuará tramitando no Judiciário paulista. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
A negativa foi confirmada por Daniele Bezerra, irmã da influenciadora, que compartilhou um posicionamento dos advogados nas redes sociais. No comunicado, a defesa afirmou respeitar a decisão, embora mantenha entendimento jurídico diferente sobre a competência para julgar o caso.
O pedido foi apresentado sob o argumento de que a ação deveria ser conduzida pela Justiça Federal. Entre os pontos levantados pelos advogados estavam a suposta dimensão transnacional do Primeiro Comando da Capital (PCC), a origem dos recursos investigados e outras circunstâncias que, segundo a defesa, justificariam a mudança de competência.
A Justiça paulista, porém, não acolheu os argumentos. De acordo com a reportagem do Metrópoles, a decisão não examinou diretamente se Deolane deveria deixar a prisão, mas a competência do Judiciário estadual para processar e julgar a ação. Com isso, permanece válida a situação processual anterior, incluindo a prisão preventiva da influenciadora.
Deolane foi presa em 21 de maio de 2026, durante a Operação Vérnix, deflagrada em São Paulo. Ela responde a acusações relacionadas a lavagem de dinheiro e organização criminosa. As imputações fazem parte do processo em andamento e não representam, por si só, uma condenação definitiva.
Em nota, a defesa declarou que pretende utilizar os instrumentos jurídicos disponíveis para contestar a decisão. Os advogados também voltaram a questionar a necessidade da prisão preventiva e reafirmaram o entendimento de que os direitos da influenciadora devem ser preservados durante o andamento do processo.