Ednaldo Rodrigues é reeleito presidente da CBF com 100% dos votos.

A votação foi composta por federações e times da série A e B do Brasil.

24/03/2025 às 15h00
Por: Diego Baião - Redação
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Foto: Reprodução/ Rafael Ribeiro/CBF
Foto: Reprodução/ Rafael Ribeiro/CBF

Pela chapa intitulada "Por um Futebol Mais Inclusivo e Livre de Discriminação", Ednaldo Rodrigues foi reeleito como presidente da CBF durante a Assembleia Geral realizada na manhã de segunda-feira. A eleição, marcada oito dias antes, estrategicamente na véspera do confronto entre Argentina e Brasil pelas Eliminatórias da Copa de 2026, garantiu a ele um novo mandato, que se estenderá de março de 2026 até março de 2030.

Essa vitória marca sua primeira reeleição desde que assumiu a presidência de forma interina em junho de 2021, após o afastamento de Rogério Caboclo, envolvido em denúncias de assédio moral e sexual. Inicialmente, Ednaldo chegou a declarar que não buscaria um novo mandato. No entanto, com a reeleição confirmada, ele agora tem o direito de concorrer mais uma vez, podendo permanecer no cargo até 2034.

A vitória foi expressiva e convincente : Ednaldo conquistou 100% dos votos, contando com o apoio unânime das 27 federações estaduais, dos 20 clubes da Série A e dos 20 clubes da Série B, um feito inédito em tempos recentes.

Durante seu discurso de agradecimento, ele destacou não apenas a reeleição, mas também a resistência contra adversidades:

"Hoje não celebramos só a continuidade do nosso trabalho, mas a vitória da democracia, do diálogo e da autonomia esportiva. Enfrentamos preconceitos, perseguições e até tentativas de golpe. Mas resistimos. Agradeço a Deus, à minha família e a todos que seguem lutando diariamente para fortalecer e renovar o futebol brasileiro,  especialmente à Fifa, à Conmebol e a cada federação e clube que confiou em nosso projeto.”

A nova diretoria conta com uma equipe de oito vice-presidentes: Ricardo Nonato Macedo de Lima, Reinaldo Rocha Carneiro Bastos, Gustavo Oliveira Vieira, Gustavo Dias Henrique, Ednailson Leite Rozenha, Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva, Leomar de Melo Quintanilha e Rubens Renato Angelotti.

A chapa foi registrada com o apoio inicial de 27 federações, 13 clubes da Série A e 13 clubes da Série B. Vale destacar que a CBF não vê uma disputa entre dois candidatos desde 1989, quando Ricardo Teixeira, com o respaldo de João Havelange, derrotou Nabi Abi Chedid.

Em dezembro de 2024, o ex-jogador Ronaldo Nazário anunciou sua intenção de concorrer à presidência, mas retirou a candidatura na semana anterior à eleição, ao não conseguir o apoio mínimo necessário, de quatro federações e quatro clubes das Séries A e B.

O colégio eleitoral da CBF é composto por 26 federações estaduais e uma do Distrito Federal, cada uma com voto de peso três, sendo 20 clubes da Série A (peso dois) e 20 clubes da Série B (peso um).

A Confederação Brasileira de Desportos (CBD), antecessora da CBF, foi fundada em 1914, e a transição para CBF aconteceu em 1979. Desde então, apenas nove presidentes comandaram a entidade, incluindo o interino Coronel Nunes.

 

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